A rotina por trás de ser professora

Organizar e criar uma rotina para ter um início de ano produtivo é uma tarefa árdua, capaz de arrepiar até os fios de cabelo das pessoas mais resistentes. Na hora do desespero, as atividades embolam umas nas outras e, ao fim do dia, bate a sensação de que nenhuma meta estabelecida foi cumprida e, pior ainda, as 24 horas parecem ser pouco tempo para todos os compromissos. A lista de afazeres aumenta e as obrigações nunca chegam ao fim. Não sobram sequer alguns minutos para se alongar, fazer aquela atividade física planejada nas metas para 2019, assistir a um filme ou até ler dez páginas de um livro. Afinal, como resolver esse pepino gigantesco para evitar o sentimento de frustração?

Sendo professora e uma pessoa muito ocupada, eu aproveito o período de férias e os domingos à noite para resolver os problemas, organizo a minha rotina em cada um dos dias e, assim, entendo quais outros compromissos eu posso assumir e quais tarefas se encaixam melhor de acordo com a minha disponibilidade.

Uma dica incrível de organização e que evita que eu fique angustiada é criar uma planilha no Excel, onde separo todos os meus afazeres e listo os compromissos fixos. A partir dela, eu pude entender que preciso separar uma hora por dia para cuidar de mim, sendo um compromisso tão sério quanto uma reunião de trabalho, por exemplo. Eu transformo em rotina os cuidados comigo, como fazer terapia, viver o meu momento de lazer ou realizar minha atividade física. É importante para que a gente não se esqueça que é preciso fazer mais coisas por nós mesmos.

Para qualquer carreira ou estilo de vida, é importante identificar quais são as suas necessidades, para incluí-las no momento de cuidado diário.

Como sou professora, escrevo muito no quadro e acabo ficando um pouco torta, por isso me forço a fazer ioga, uma atividade que ajuda a corrigir o meu problema e me dá prazer, o que facilita a adesão à prática. Se você me acompanha no Instagram pessoal (@janarabelo), sabe que eu corro há algum tempo e, por lá, costumo dar algumas dicas de como a atividade me ajuda a reduzir a ansiedade para seguir os dias sem enlouquecer.

Conheço meus compromissos, e agora?

Ciente dos meus compromissos, eu sinto a necessidade de identificar qual a minha rotina e os meus horários, saber onde preciso estar e quando preciso estar lá, para um manejo mais racional do tempo. Quem, como eu, mora em uma grande cidade, acaba perdendo bastante tempo nos deslocamentos e quase nunca podemos contar com a sorte de que todos os semáforos estarão verdes e que não haverá congestionamentos.

Organizar meus horários é uma estratégia para reduzir o meu tempo de deslocamento e, além disso, busco identificar por quais regiões eu rodo e, então, centralizo nesses locais tudo que preciso fazer, como reuniões e consultas médicas. Assim, consigo me deslocar a pé e economizo tempo e dinheiro, recursos muito escassos neste momento!

Acredite se quiser, eu procrastino

A procrastinação é o meu grande pecado. Às vezes, enquanto eu não estou com a faca no pescoço, não resolvo meus problemas.

Apesar disso, uma coisa que eu faço para evitar a procrastinação é aproveitar o domingo à noite para organizar no meu belo planner (você já comprou o seu?) as minhas prioridades. Eu elenco para cada dia da semana uma atividade muito importante, uma importante e uma para “se der tempo”. No fim das contas, se der algo errado, consegui cumprir pelo menos a tarefa muito importante.

Eu divido os grandes objetivos, assim, em pequenas metas diárias, porque me assustam menos e quando consigo cumprir a meta do dia sinto um bem-estar. Se eu faço listas gigantes, mesmo que eu cumpra metade das tarefas, fico culpada diante da outra metade não feita.

Quando consigo cumprir minhas metas, garanto o direito de oferecer a mim pequenas recompensas diárias. Se eu faço uma tarefa, eu me autorizo a assistir um filme na Netflix, por exemplo. É um mecanismo constante de autoavaliação que funciona bem.

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