Repertório de bolso no ENEM Saiba mais sobre o erro que pode prejudicar a sua nota em 2026

Um dos erros mais frequentes na redação do ENEM está na forma como muitos candidatos utilizam o repertório sociocultural. O que se observa, ano após ano, é a repetição de referências genéricas, aplicadas de forma praticamente automática, independentemente do tema proposto. 

De modo geral, são citações conhecidas por “funcionar em qualquer redação”, o que parece muito sedutor, mas que, no final das contas, acabam prejudicando a nota quando analisadas sob o critério exigido pela Competência 2. Esse padrão, infelizmente bastante consolidado entre estudantes, passou a ser conhecido como repertório de bolso. 

 Reprodução: Cartilha do Participante ENEM 2025


Como identificar um repertório de bolso?

Quando se olha mais de perto para esse fenômeno, fica evidente que, em muitos casos, o candidato até domina a referência que utiliza. O ponto central – e o perigo -, no entanto, está na forma como esse repertório é inserido no texto e na função que ele realmente cumpre.

Os repertórios de bolso são aqueles que surgem sem uma relação direta com o tema, não contribuem para o desenvolvimento da argumentação ou poderiam ser utilizados em praticamente qualquer proposta de redação – o que mostra que eles não são específicos para nenhum… Aos poucos, o que deveria ser um elemento de construção argumentativa passa a assumir um papel meramente decorativo, sem impacto real na progressão do texto, chegando até mesmo a destacar as falhas argumentativas.

Por que isso se tornou um problema mais sério desde o ENEM 2025?

Esse tipo de uso começou a ganhar ainda mais atenção nos últimos anos, especialmente a partir da publicação da Cartilha do Participante de 2025 e dos microdados do ENEM 2025. Veja o que a Cartilha também diz sobre o tema: “Fique atento(a) ao fato de que desestimulamos veementemente a cópia, os famosos “repertórios de bolso”, porque sabemos que, ao final do ensino médio, estudantes já são capazes de mobilizar diferentes tipos de repertórios, por exemplo, aqueles que provêm de letras de canções, de filmes, de obras literárias, dos conhecimentos relativos à sua própria história, daqueles que você aprende na escola e aprofunda ouvindo podcasts, assistindo a palestras, lendo notícias, vendo documentários. Decorar repertório descredibiliza o seu texto porque todos vocês, ainda que se sintam inseguros(as) em uma situação de prova como a do Enem, precisam lembrar que carregam consigo repertórios válidos e produtivos que foram construídos ao longo da sua formação, e eles estão aí, em suas mentes, prontos para serem explorados. Pensem nisso!” (Fonte: Cartilha do Participante ENEM 2025)

O que se percebe é um movimento de leitura mais criteriosa dentro da Competência 2 por parte dos corretores, em que o repertório passa a ser observado pela sua efetiva produtividade dentro do tema, ou seja, a referência deve se relacionar ao tema e ser explicitamente articulado ao argumento.

Atenção: não houve uma mudança formal nas regras de correção, mas uma orientação para que os corretores fossem mais rígidos na forma como o repertório é interpretado. Por isso, a partir de agora, a discussão não gira em torno de “ter repertório” ou não, mas de compreender com precisão a função que ele exerce em cada parte do texto. 

O ponto central: estamos em um cenário em que cada escolha de repertório faz a diferença na nota 

Guarde essa informação: o ENEM está com baixa tolerância ao uso de repertórios genéricos, pouco conectados ao tema ou empregados como estratégia automática de preenchimento textual.

Com isso, é preciso substituí-los por uma construção mais forte, em que cada referência cumpra uma função real dentro da argumentação para que a sua redação não caia na mesma polêmica do ano passado.

Quer entender com mais profundidade como o repertório de bolso impactou a correção da redação no ENEM 2025 e quais foram os seus efeitos nas notas? Clique aqui e acesse a análise completa dos microdados liberados pelo INEP!

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